Encontro 24/2025

Ano do encontro
24-2025
Áudio do encontro

SEGUNDA PARTE - CAP. VII - DA VOLTA DO ESPÍRITO À VIDA CORPORAL
União da Alma e do Corpo (Aborto) – q. 344 a 360

Complementação

Breve resumo

A união da alma ao corpo é iniciada na concepção e concluída no momento do nascimento. O vínculo fluídico entre um e outro vai se fortalecendo à medida que o corpo se desenvolve.

Até o nascimento, embora definitivo, este laço é frágil e o seu rompimento inviabiliza a possibilidade de estabelecimento de uma encarnação através daquele corpo em formação.

A própria influência da matéria pode promover o rompimento do laço fluídico, obrigando o espírito e reiniciar o processo encarnatório através de nova concepção, que não acontece, necessariamente, imediatamente ao rompimento.

O feto não é expressão do espírito encarnado, embora seja um estágio importante para a constituição do corpo que representará o espírito encarnado.

O desencarne prematuro é, muitas vezes, prova necessária aos pais, oferecendo pouca utilidade para o espírito, embora possa fazer parte do planejamento encarnatório, sendo uma prova para o espírito também.

A consciência das escolhas encarnatórias se apaga na encarnação, embora o espírito encarnado possa, diante do planejamento definido, ter dificuldades em seguir em frente. O suicídio representaria a resistência extrema a esta dificuldade experimentada.

O processo de formação do corpo, entre a concepção e o nascimento, gera certa perturbação espiritual crescente que culmina com o esquecimento do passado, com o adormecimento da consciência espiritual e com o nascimento de uma nova consciência humana. Esta perturbação se desfaz após o desencarne.

As faculdades espirituais se desenvolvem gradativamente, mas conforme as possibilidades que o corpo oferece. O espírito está vivendo uma nova experiência encarnatória em que todas as etapas trazem proveito para ele e para seus pais.

Os espíritos nos informam que é possível a formação de fetos sem que haja a designação de um espírito para eles. Estes seriam corpos inviáveis para uma encarnação, que se formam para atender apenas a necessidades evolutivas dos pais.

O aborto, por outro lado, anula a possibilidade de uma encarnação, privando o espírito da oportunidade que começou a ser biologicamente organizada no momento da concepção. Nestes casos, o espírito terá que recomeçar o processo encarnatório

O aborto é a negação do direito encarnatório, da oportunidade do espírito seguir em frente em seu processo evolutivo, o que, em essência, pode constituir um mau.

Pensar sobre aborto, entretanto, nos leva à necessidade de avaliar o jogo de necessidades e de possibilidades de aproveitamento encarnatório dos envolvidos. Em uma gravidez, no caso de risco de vida para a mãe, nos dizem os espíritos, é preferível priorizar a vida que já se estabeleceu, a encarnação que já se consolidou, que é a da mãe.

Sobre os cuidados com o feto morto, nos dizem os espíritos sobre a importância de reconhecermos a sabedoria de Deus em tudo, honrando sua vontade e respeitando suas obras, mesmo quando não as compreendemos e as julgamos incompletas ou imperfeitas.

Considerações

344 - Laço fluídico
Este laço fluídico parece ser o próprio fluido vital, que compõe o duplo etérico do perispírito. Desta forma, podemos pensar que o fortalecimento do laço com o corpo pode ser, na realidade, a resposta das células do corpo à influência do perispírito.

347 - Utilidade da vida curta
Hoje sabemos, pela palavra de espíritos como André Luis, que o próprio processo de formação do corpo, pode cumprir importante papel na organização de desequilíbrios da estrutura perispiritual adoecida por escolhas espirituais anteriores. Pode ser uma espécie de ensaio para possibilitar encarnações viáveis e saudáveis no futuro

350 - suicídio
As dificuldades oferecidas no planejamento encarnatório e o esquecimento do passado não parecem constituir a única via possível para explicar o suicídio. Sabemos que o exercício do livre-arbítrio pode, muitas vezes, causar desvios do planejamento, oferecendo dificuldades adicionais ao processo encarnatório.
Outro aspecto importante para considerarmos é o fato de o espírito recobrar sua consciência espiritual nos momentos do sono, quando há o desdobramento. É possível elaborar soluções, ajustar planejamentos e receber apoios que ajudem a atravessar as dificuldades, embora estas dificuldades também possam ser aumentadas por vivências espirituais menos adequadas ao planejamento encarnatório (obsessões, parcerias de vício, ódios, etc.).

354 - Sentido de humanidade
Na fase intrauterina celebram-se as conquistas evolutivas da vida vegetal, preparando terreno para que o espírito viva, após o nascimento, as conquistas da vida animal e os desafios das conquistas planejadas do reino hominal para a própria espiritualização

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