Encontro 17/2025

Ano do encontro
17-2025
Áudio do encontro

SEGUNDA PARTE - CAP. X
Das Ocupações e Missões dos Espíritos – q. 558 a 584

Complementação

Breve Resumo

A existência de todos os espíritos carrega duas perspectivas importantes: Autoaprimoramento e manutenção da harmonia do universo (cumprir a lei natural de forma consciente). Mas os espíritos menos evoluídos não possuem esta percepção e caminham "às cegas".

A ocupação dos espíritos é variável e relacionada com o grau de maturidade espiritual, ocorrem na erraticidade e na encarnação. É através do cumprimento destas atribuições que o espírito amadurece.

Espíritos perfeitos não possuem vida ociosa, embora não haja perspectiva de autoaprimoramento. Devem trabalhar pela harmonia do universo. Através deles é que o universo toma consciência da vontade de Deus.

Espíritos superiores realizam menos intervenções materiais e ocupam-se pelo pensamento, sendo úteis ao universo. Este tipo de ocupação não gera cansaço e nem necessidade de descanso, além de ser prazerosa.

A ociosidade dos espíritos e a baixa utilidade de suas ações conscientes são características de espíritos em estágio de amadurecimento. Este estado gera desconforto e leva o espírito a desejar o progresso para sair deste estado de imperfeição.

Os espíritos imperfeitos empenham-se nos prazeres e ocupações dos encarnados. Esta influência contribui com o aperfeiçoamento dos espíritos encarnados, também imperfeitos.

Ocupações classificadas como missão têm por objetivo o bem, podem ser amplas ou restritas, no estado de erraticidade ou encarnatório e são escolhas conscientes do espírito, embora, uma vez encarnado, nem sempre tenha a lembrança deste planejamento ou da escolha feita. O grau de complexidade e de importância de tais missões depende do adiantamento do espírito missionário

Todo planejamento encarnatório, mesmo os que envolvem missões, pode ser ajustado durante a reencarnação. Muitas vezes estes ajustes possuem a participação consciente do espírito em desdobramento durante o sono.

Há possibilidade de insucesso de um planejamento encarnatório, embora esta seja reduzida com o aumento da capacidade moral do espírito. Nata, entretanto, surpreende Deus, que sabe o resultado de todas as coisas.

As missões conformam-se ao grau de adiantamento dos espíritos a que se destinam. Desta forma, o missionário precisa conformar seu conhecimento, seus ensinamentos e suas práticas a este nível.

O não-aproveitamento da ajuda oferecida não caracteriza responsabilidade para o apoiador, desde que este tenha cumprido seu planejamento.

Cada pessoa se responsabiliza pelas próprias escolhas, certas ou erradas.

A ação inteligente sobre a criação é papel das inteligências criadas por Deus, embora esteja submetida às leis naturais, fruto da inteligência divina. Cada inteligência contribui conforme sua capacidade espiritual. Até as inteligências inconscientes cumprem um papel necessário à criação.

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