Encontro 22/2025

Ano do encontro
22-2025
Áudio do encontro

SEGUNDA PARTE - CAP. III – Da Volta do Espírito
§  CAP. VI –Escolha das Provas – q. 258 a 273

Complementação

Um breve resumo

CAP. VI –Escolha das Provas – q. 258 a 273

A Lei Natural determina que, na erraticidade, exercemos nosso livre-arbítrio para decidirmos sobre nosso processo encarnatório. Escolhemos o gênero das provas e o universo nos responde com eventos que ofereçam tais vivências para nosso aprendizado, conforme as posições que ocupamos.

Juntamente com o livre-arbítrio, temos a responsabilidade pelas nossas escolhas. A continuidade da vida após a morte garante que o universo corresponda às nossas decisões e nos conduza ao aprendizado.

O livre-arbítrio se desenvolve à medida que amadurecemos espiritualmente. Nas encarnações iniciais somos conduzidos pelos caminhos como crianças em desenvolvimento. Nesta fase o grau das escolhas é menor.

A inexperiência e a má-vontade do espírito podem determinar a imposição de experiências encarnatórias.

Os acontecimentos secundários se originam das circunstâncias e da força mesma das coisas. Previstos só são os fatos principais, os que influem no destino.

Quando o mundo não apresenta condições de oferecer as experiências necessárias ao aprendizado, o espírito troca de mundo.

Não é necessário vivenciar todas as situações que o universo pode oferecer. O que importa é o aprendizado das práticas relacionais que envolvem o amor. Apenas quando apresentamos dificuldades neste trajeto é que vivenciamos dificuldades específicas (tentações, dores e sofrimentos). Esta é outra forma de anunciar o jugo leve a que Jesus se refere.

Um novo planejamento encarnatório não se dá, necessariamente, logo após o desencarne. Há espíritos que precisam experienciar a erraticidade por algum tempo antes de planejar nova encarnação.

A escolha das provas está relacionada com a percepção das habilidades espirituais que precisam ser desenvolvidas, mas o pouco entendimento sobre a imortalidade e a destinação do espírito, no início da jornada evolutiva, leva os espíritos a privilegiarem inicialmente a fruição da matéria e não o desenvolvimento espiritual.

"Sob a influência das ideias carnais, o homem, na Terra, só vê das provas o lado penoso. Tal a razão de lhe parecer natural sejam escolhidas as que, do seu ponto de vista, podem coexistir com os gozos materiais. Na vida espiritual, porém, compara esses gozos fugazes e grosseiros com a inalterável felicidade que lhe é dado entrever e desde logo nenhuma impressão mais lhe causam os passageiros sofrimentos terrenos. Assim, pois, o Espírito pode escolher prova muito rude e, conseguintemente, uma angustiada existência, na esperança de alcançar depressa um estado melhor, como o doente escolhe muitas vezes o remédio mais desagradável para se curar de pronto. Aquele que intenta ligar seu nome à descoberta de uma região desconhecida não procura trilhar estrada florida. Conhece os perigos a que se arrisca, mas também sabe que o espera a glória, se lograr bom êxito." - questão 266

"Após cada existência, veem o passo que deram e compreendem o que ainda lhes falta em pureza para atingirem aquela meta. Daí o se submeterem voluntariamente a todas as vicissitudes da vida corpórea, solicitando as que possam fazer que a alcancem mais depressa. " - questão 266

"A vida humana é, pois, cópia da vida espiritual; nela se nos deparam em ponto pequeno todas as peripécias da outra. Ora, se na vida terrena muitas vezes escolhemos duras provas, visando posição mais elevada, por que não haveria o Espírito, que enxerga mais longe que o corpo e para quem a vida corporal é apenas incidente de curta duração, de escolher uma existência árdua e laboriosa, desde que o conduza à felicidade eterna? "  - questão 266

"Para o viajor, o objetivo é o repouso após a fadiga; para o Espírito, a felicidade suprema, após as tribulações e as provas." - questão 266

O planejamento encarnatório pode ser reajustado pelo uso do livre-arbítrio mesmo após a encarnação ter começado pois há momentos como o sono em que o espírito goza de maior liberdade em relação à matéria e pode apreciar a vida do ponto de vista espiritua.

As provas, mesmo quando não estão carregadas do peso das privações e dificuldades materiais, são ferramentas importantes para o desenvolvimento do espírito.

Um espírito pode enganar-se na definição das provas, escolhendo algo além ou aquém de suas necessidades e possibilidades. Estas escolhas também são úteis porque ajudam o espírito a compreender melhor a si, às suas necessidades e às suas capacidades.

273. Será possível que um homem de raça civilizada reencarne, por expiação, numa raça de selvagens?

É; mas depende do gênero da expiação. Um senhor que tenha sido de grande crueldade para os seus escravos poderá, por sua vez, tornar-se escravo e sofrer os maus tratos que infligiu a seus semelhantes. Um, que em certa época exerceu o mando, pode, em nova existência, ter que obedecer aos que se curvaram ante a sua vontade. Ser-lhe-á isso uma expiação, se ele abusou de seu poder, e Deus poderia impô-la a ele. Também um Espírito bom pode querer encarnar no seio de povos selvagens, ocupando posição influente, para fazê-los progredir. Em tal caso, desempenha uma missão.

Encontros de anos anteriores